segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Vida de documentarista

Neste fim de semana começará uma nova fase em minha vida. Começo a rodar o meu primeiro filme, com co-produção da Vinil Filmes, Florianópolis. Foi me aventurando entre palavras, conceitos e vivências que cheguei a projeção daquilo que tanto me machuca. Katya, a personagem principal do documentário "Amarras" - título provisório -, é o retrato da inclusão perversa *(Sawaia, 2001) a que o segmento marginal da sociedade é submetida.
Os últimos momentos antes de chegar até a razão desse filme acontecer são de reflexão sobre a responsabilidade de tratar de um assunto delicado, quase intocável. Sem contar com a expectativa de gravar dentro de um presídio e retratar a vida das detentas.
Sábado pela manhã é o momento da partida. Voltarei na terça para a capital catarinense um ser humano melhor, mais realista e mais certa da minha caminhada, com certeza.

Letícia Kapper
jornalista JP-SC 2526


*SAWAIA, B. (Org.) As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da
desigualdade social. 3 ed., Petrópolis RJ: Vozes, 2001.

3 comentários:

Luiz Eduardo Schmitt disse...

Letícia
O tema do documentário é instigante. E nós, repórteres, sabemos mais do que niguém o que acontece neste meio hostil dos presídios. Parabéns pelo projeto e que seja o primeiro de muitos.
boa sorte!

Luiz Eduardo Schmitt

Panelão Berlanda disse...


Que este seja o primeiro de muitos projetos cinematográficos...e que a inspiração te acompanhe. Beijo!
Jean Marcel Saggin

Emerson disse...

Leticia,

Muito legal, gostei de ver.
Vou acompanhar este blog e quando o filme estiver pronto, me avisa, ok.
Espero que tenha muito sucesso neste empreendimento.

Bjs,

Emerson