segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Longa avenida

O tempo passa e o momento de expor o "Amarras" por completo aproxima-se. Agora estamos conferindo as legendas em português, que contempla pessoas surdas, e em inglês, para transpor as fronteiras brasileiras. Infelizmente, não foi possível ainda fazer o material com audio-descrição, o que está nos meus planos. Daqui uns dias chamarei todos para o lançamento...
É... no fim de uma estrada existe sempre uma longa avenida, como canta Rita Lee.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Extras

Salvem os extras. Eles são a oportunidade de o espectador ficar mais perto do universo do documentário e do tema escolhido pelo diretor, afinal o filme acaba sendo um pequeno recorte do assunto. Estamos preparando cinco, um deles sobre o "Amarras" e os demais sobre o que encontramos no Presídio mas pode entrar no filme. É claro, sempre tem muito mais, mas uma amostra disso vai estar lá. Entre os outros quatro, assuntos como tráfico de drogas e solitária.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Grades


Vida de Katya

L.K

A reincidência na vida de Katya é apenas um detalhe, incômodo quando a cadeia é nova. Para quem chega, a vida é dificil. Surras + favores = rotina. Caso contrário, a cela é como uma kitinet cheia de gente. O problema são as grades que as impedem de ir e vir, além da perda de autonomia total. A hora de almoçar não é escolhida por elas. A hora de tomar banho também não. O passeio no pátio restringe-se a duas horas diárias. Desodorante, sabonete e esmalte, só quem tem família que traga. A Katya não tem ninguém, mas por ser querida por outras detentas, acaba ganhando. Cigarro, forte moeda de troca, é disputado. Fumo - espírito de coletividade= briga. Somando ou diminuindo, o resultado é sempre o mesmo: prisão.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Desfoque

Letícia Kapper

Preservar pessoas, identidades já denegridas pelo crime, pela falta de oportunidade. O desfoque de takes da ala masculina do Presídio Regional de Mafra foi imprescindível nesse filme para que a proposta não prejudicasse quem de uma maneira ou de outra contribuiu. Se eles pensam em preservar a imagem para não serem mais estigmatizados ainda e mudar de vida um dia, não se sabe ao certo. A maioria diz que sim e são essas pessoas que consideramos.






Agentes penitenciários alertam que nem todos pretendem se tornarem pessoas melhores depois de deixar a prisão. A vida do crime, principalmente quando se relaciona ao tráfico de drogas, é fácil e dá condições de manter uma família e ter conforto. R$1.000 por semana, se não mais. No fim das contas, é o dinheiro acompanhado de um vai e volta.

Falta de enfoque
O fato de desfocar as imagens remete a falta de enfoque. Nada mais lógico, aliás. Mas quando falo em falta de foco, falo da falta de ação daqueles que tem o poder na mão. Se houvesse mais empregos, mais educação, seria necessário desfoque? Nesse contexto, de quem é a falta de foco? Mais uma questão para refletir.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Questionamentos

L.K

Ver o roteiro final de um documetário na tela significa dizer muito e deixar de dizer outro tanto. O universo de Katya, da reincidência e de sua conseqüência direta, a superlotação, é imenso. Muitas pessoas, quase dez mil só em Santa Catarina, fazem parte dele.
Assim, usamos poucas, mas valiosas e exemplificadoras trajetórias para mostrar o que é não ter oportunidade na vida. Sem a pretensão de responder perguntas, o filme preocupa-se em questionar.

Empenho

L.K

A equipe Amarras se aproxima do fim da edição. A narrativa, guiada por seqüências de sonoras e ações, está dinâmica... encontramos o equilibrio. Marco Martins, na montagem, está prestes a passar a bola para Gustavo Monteiro, o Dog, que fará a finalização. Por enquanto, regulagem de áudio e mais análise de conteúdo. O resultado de tanto empenho está aparecendo. Espero, sinceramente, agradar e surpreender!